Nova edição da Dadosfera Externa projeta avanço no fluxo aéreo internacional entre abril e junho. Informativo destaca mercados prioritários, tendências globais e segmentos em que o Brasil mantém competitividade, como natureza e experiências autênticas.
A Embratur publicou a edição de abril da Dadosfera Externa, boletim de inteligência que reúne análises e tendências do turismo internacional, com foco em mercados estratégicos para a promoção do Brasil no exterior. O levantamento traz dados do setor e projeções para o segundo trimestre de 2026, com o objetivo de orientar decisões e estratégias de comunicação e atração de visitantes estrangeiros.
Segundo o informativo, o Brasil deve registrar crescimento moderado da demanda internacional no curto prazo, com alta de 2,1% nas chegadas aéreas no trimestre abril a junho, em comparação ao mesmo período do ano anterior. Entre os principais mercados emissores previstos, a Argentina segue na liderança em volume de bilhetes, com mais de 325 mil emissões, à frente de Estados Unidos, Chile, Portugal, Espanha, Alemanha e Itália.
O presidente da Embratur, Bruno Reis, atribui o cenário a fatores macroeconômicos e geopolíticos, e afirma que as projeções reforçam a continuidade do ritmo observado em 2025. “No consolidado do ano, a projeção indica um crescimento de 9,5% em relação ao ano anterior, com volumes mais expressivos no segundo semestre. Esses números reforçam a tendência de manutenção sustentada dos números de 2025 para o turismo internacional no país”, disse.
No balanço do primeiro trimestre de 2026, o boletim aponta estabilidade no volume total de visitantes estrangeiros, com cerca de 3,74 milhões de turistas internacionais, variação de 0,07% em relação ao mesmo período de 2025. O desempenho foi impulsionado principalmente pelas chegadas via aérea, que avançaram 19,4%.
Entre os mercados com maior crescimento no início do ano, destacam-se Portugal (+47,5%), Colômbia (+46,8%) e Espanha (+36,8%), indicando oportunidades para ações de promoção mais segmentadas e campanhas alinhadas a perfis de viajantes com maior propensão ao deslocamento internacional.
A publicação também reforça a competitividade do Brasil em segmentos como natureza, cultura e experiências autênticas, atributos valorizados por diferentes mercados. Outro destaque é o gasto médio diário de turistas, estimado em US$ 414, indicador que, segundo a Embratur, posiciona o país entre os destinos com maior potencial de receita.
Além de projeções de curto prazo, o boletim sinaliza tendências globais como o turismo de bem-estar, com previsão de crescimento médio anual de 9,1% até 2029. Em 2024, o segmento teria movimentado cerca de US$ 41 bilhões na América Latina e Caribe, com mais de 60 milhões de viagens — um recorte que pode ajudar a calibrar produtos turísticos e narrativas de destino.



