Rio quer voos diretos para Istambul, China e São Francisco

A Invest.Rio negocia com companhias aéreas estrangeiras para ampliar a conectividade internacional do aeroporto. Turkish Airlines é a aposta mais próxima de se concretizar.

O Rio de Janeiro quer reconquistar o mapa do turismo global — e o caminho passa pelo Galeão. A Invest.Rio, empresa da Prefeitura responsável por atrair investimentos para a cidade, está em negociação com companhias aéreas de diferentes partes do mundo para abrir novas rotas internacionais diretas. Os destinos mais prováveis, nessa ordem, são Istambul, China e São Francisco.

As conversas são descritas pelos próprios envolvidos como complexas. Mas a expansão da malha aérea carioca virou prioridade na gestão municipal — e o argumento é simples: sem voos, não há turistas.

“O turismo é uma grande mola de desenvolvimento para o Rio e a conectividade aérea é essencial para a cidade crescer”, afirmou Sidney Levy, presidente da Invest.Rio, que comandou a organização das Olimpíadas de 2016 e hoje lidera o esforço de reposicionamento do Rio como destino global.

Os números mostram o tamanho do desafio. O aeroporto Galeão, que chegou a receber 17,5 milhões de passageiros no ano passado, operou durante anos bem abaixo desse patamar — chegando a apenas 6 milhões em seu pior momento, numa combinação de impacto da pandemia e decisões políticas que favoreceram o Santos Dumont em detrimento do Galeão. Para efeito de comparação, Guarulhos registrou 47 milhões de passageiros no mesmo período.

Já do lado do turismo, a cidade recebeu 2 milhões de visitantes estrangeiros no ano passado. Parece muito — mas Cancún, no México, atraiu 10 milhões no mesmo período. Para Levy, isso revela uma enorme margem de crescimento ainda inexplorada.

Para mudar esse cenário, a Invest.Rio lançou o programa Novas Rotas, que oferece descontos nas taxas aeroportuárias durante os primeiros meses de operação de uma nova rota e um subsídio temporário para cobrir eventuais prejuízos iniciais. A iniciativa atraiu a atenção da Gol, que transformou o Galeão em seu hub nacional e já anunciou voos diretos para Nova York, Lisboa, Orlando e Paris.

Mas o foco da Invest.Rio são as empresas internacionais. No mês passado, o Rio sediou o evento Routes, que reuniu mais de mil planejadores de redes aéreas — os profissionais que definem para onde as companhias vão voar. O resultado foi um diagnóstico animador: há interesse real no Brasil, mas as decisões são lentas e carregadas de risco.

Das três rotas em negociação, a mais avançada é com a Turkish Airlines. Um voo direto Rio-Istambul conectaria o Galeão ao segundo aeroporto mais movimentado da Europa e abriria uma nova janela para o Oriente Médio e a Ásia — além da rota Rio-Dubai, já operada pela Emirates.

Com a China, as conversas ainda estão em estágio inicial. Levy visitou o país pessoalmente para abrir o diálogo, mas ainda não há companhia aérea nem destino específico definidos.

Já a rota para São Francisco, na Costa Oeste americana, é vista como a mais difícil de viabilizar no curto prazo. Apesar do apelo estratégico — a cidade seria uma porta de entrada para investidores e executivos do setor de tecnologia, importante para o projeto de AI City que o Rio desenvolve na Barra da Tijuca —, as aéreas americanas resistem. A sazonalidade pesa: no verão do Hemisfério Norte, os aviões são direcionados para a Europa, onde está a demanda mais lucrativa.

Hoje, o Galeão opera voos diretos para Nova York, Atlanta, Miami, Houston e Dallas nos Estados Unidos, além de conexões sem escala com as principais capitais europeias e sul-americanas, Cidade do Panamá, Toronto, Montreal e Dubai. O objetivo agora é ampliar esse mapa — e fazer do Rio um verdadeiro hub internacional.

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