A rodada pre-seed foi liderada pela Parceiro Ventures e será usada para ampliar integrações, desenvolver novos produtos e avançar no uso de inteligência artificial. Com nove meses de operação, a PassHub afirma já reunir mais de 2 mil agências cadastradas e busca reduzir a fragmentação tecnológica ainda presente no mercado de distribuição turística.
A PassHub, startup brasileira de tecnologia voltada ao mercado de agências de viagens, captou R$ 7,5 milhões em uma rodada pre-seed liderada pela Parceiro Ventures. O novo aporte será direcionado ao desenvolvimento da plataforma, ampliação das integrações com fornecedores e consolidadoras, expansão da equipe e avanço das ferramentas baseadas em inteligência artificial.
Com apenas nove meses de operação, a empresa informa ter ultrapassado a marca de 2 mil agências de viagens cadastradas. A proposta é funcionar como uma camada tecnológica entre esses negócios e os diferentes fornecedores do turismo, concentrando em um único ambiente atividades que hoje ainda exigem o acesso a diversos sistemas.
Na prática, a plataforma permite realizar uma única busca e comparar alternativas disponíveis entre diferentes parceiros, incluindo condições comerciais, tarifas e incentivos. O objetivo é reduzir tarefas manuais e dar maior poder de escolha especialmente às pequenas e médias agências.
Segundo a empresa, a inteligência artificial já está presente em etapas como pesquisa, recomendação de opções, atendimento e suporte. A combinação de automação e integrações pode tornar determinadas atividades do dia a dia do agente até dez vezes mais rápidas.
“Boa parte da tecnologia usada pelo agente de viagens ainda exige que ele se adapte ao sistema. Nós queremos fazer o contrário: construir uma tecnologia que se adapte ao agente”, afirmou Marcos Americano Rodrigues, fundador da PassHub. A meta, segundo ele, é permitir que o profissional dedique menos tempo à operação de plataformas e mais à venda e ao atendimento ao cliente.
De uma startup B2C ao foco nas agências
A origem da PassHub está ligada à Passabot, startup criada no início de 2025 por Alan Matheus Alves Barbosa, Fernando Vieira dos Santos e Leonardo Piana. O negócio nasceu com uma proposta voltada ao consumidor final: utilizar inteligência artificial para pesquisar e vender passagens aéreas por meio do WhatsApp.
Em janeiro de 2026, a Passabot havia captado R$ 1,2 milhão em sua primeira rodada de investimentos, composta principalmente por investidores-anjo dos setores de tecnologia, aviação e turismo. Entre os participantes estavam Insper Angels e ITA Angels.
Posteriormente, a operação passou a concentrar esforços no segmento B2B, após identificar uma oportunidade maior na digitalização do trabalho das agências. A estrutura atual também incorporou a experiência de Marcos Americano, que havia criado uma agência de viagens antes de ingressar na universidade. Em 2025, os projetos se uniram e deram origem à operação que hoje funciona como PassHub.
Menos fragmentação na distribuição
Um dos problemas que a empresa pretende atacar é a fragmentação tecnológica do setor. Muitas agências trabalham com diferentes portais de consolidadoras, fornecedores e sistemas de pagamento, o que exige repetir buscas e comparar manualmente as condições oferecidas por cada parceiro.
“A agência independente movimenta uma parcela enorme do turismo brasileiro, mas ainda trabalha com uma operação muito fragmentada”, afirmou a companhia. A estratégia é criar uma infraestrutura capaz de conectar esses diferentes fornecedores sem retirar da agência a liberdade de decidir com quem fechar cada venda.
Além da emissão e busca de produtos turísticos, a PassHub pretende concentrar progressivamente pagamentos, gestão, automação e ferramentas de inteligência artificial dentro da plataforma.
O novo investimento também marca uma aposta da Parceiro Ventures no segmento de tecnologia para turismo. A gestora, focada em negócios B2B e empresas habilitadas por tecnologia na América Latina, já incluiu a PassHub em seu portfólio.




