Estudo projeta a criação de 73,7 mil postos de trabalho e um acréscimo de R$ 3,8 bilhões ao PIB nacional. Competição também poderá gerar R$ 928 milhões em arrecadação tributária durante a preparação e a realização do torneio.
A Copa do Mundo Feminina de 2027 deverá movimentar cerca de R$ 8,8 bilhões na economia brasileira durante o período de preparação e realização da competição. A projeção considera os gastos do público e os investimentos necessários para organizar o torneio, que será disputado pela primeira vez no Brasil.
O levantamento estima que o evento acrescentará R$ 3,8 bilhões ao Produto Interno Bruto brasileiro, valor equivalente a aproximadamente 0,03% da economia nacional, com base nos números de 2025. A previsão também contempla a criação de 73,7 mil postos de trabalho diretos e indiretos, a distribuição de R$ 4,5 bilhões em salários e lucros e uma arrecadação tributária de R$ 928 milhões.
A dimensão econômica projetada para o Mundial supera, isoladamente, o impacto conjunto dos dez maiores eventos esportivos recorrentes realizados no país em 2025. Naquele ano, essas competições movimentaram aproximadamente R$ 4,56 bilhões. A Copa Feminina, portanto, poderá gerar quase o dobro desse valor em um único torneio.
Além dos efeitos financeiros, a realização da competição deverá fortalecer a imagem internacional do Brasil como sede de grandes eventos. Em menos de 15 anos, o país terá recebido a Copa do Mundo masculina de 2014, os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016 e o Mundial Feminino de 2027, consolidando uma trajetória relevante na organização de competições de alcance global.
O impacto econômico estimado está dividido em dois eixos principais. O primeiro considera os gastos de moradores e turistas e deverá representar R$ 4,7 bilhões.
A projeção parte de um fluxo de aproximadamente 2 milhões de pessoas durante o mês da competição. A circulação desse público poderá sustentar 45,7 mil empregos, gerar R$ 2,4 bilhões em rendimentos e resultar no recolhimento de R$ 516 milhões em tributos federais, estaduais e municipais.
Setores como hotelaria, alimentação, transporte, comércio, cultura e entretenimento tendem a concentrar uma parcela significativa das receitas. A expectativa é que os benefícios também alcancem pequenas e médias empresas instaladas nas cidades-sede e em destinos turísticos próximos.
O segundo eixo reúne os investimentos relacionados à realização da Copa e deverá provocar um impacto de R$ 4,1 bilhões na economia brasileira.
O orçamento global da competição foi fixado em US$ 800 milhões. Desse total, US$ 344 milhões, correspondentes a 43%, serão destinados a premiações internacionais e não entrarão diretamente no mercado nacional.
O valor restante deverá representar uma injeção de aproximadamente R$ 2,3 bilhões no Brasil. Os recursos serão direcionados a áreas como logística, transmissão, segurança, saúde e operação dos estádios, contribuindo para a manutenção de cerca de 28 mil vagas de trabalho.
O perfil dos visitantes internacionais também foi considerado na análise. Dados de 2025 indicam que 48,61% dos turistas estrangeiros que chegam ao Brasil são mulheres. Esse público permanece, em média, 11 dias no país e registra gasto médio de US$ 1.317 por viagem.
Entre as principais despesas estão atividades de sol e praia, compras pessoais, gastronomia e experiências culturais. A distribuição do consumo por diferentes segmentos deverá ampliar os efeitos da competição para além dos estádios.




