Aviação na América Latina cresce 6,6% e Brasil lidera expansão regional

O tráfego aéreo na América Latina e no Caribe manteve ritmo de crescimento em fevereiro de 2026, com forte protagonismo do mercado brasileiro. A demanda superou a oferta e elevou a ocupação dos voos, refletindo a recuperação e dinamismo da aviação regional.

O tráfego aéreo na América Latina e no Caribe registrou crescimento de 6,6% em fevereiro de 2026, alcançando 39,4 milhões de passageiros, segundo dados da Associação Latino-Americana e do Caribe de Transporte Aéreo (ALTA). O resultado representou a adição de 2,44 milhões de passageiros em relação ao mesmo período do ano anterior e marcou o melhor desempenho mensal desde outubro de 2024.

Dentro desse cenário, o Brasil se consolidou como o principal motor da expansão regional. O país transportou cerca de 10,5 milhões de passageiros no mês, com alta de 9,9% na comparação anual, respondendo por aproximadamente 39% do crescimento total da região. O desempenho foi impulsionado principalmente pelo mercado doméstico, que acumula 18 meses consecutivos de crescimento.

Além do mercado interno, o tráfego internacional brasileiro também apresentou forte avanço. O país registrou 2,7 milhões de passageiros em voos internacionais, alcançando seu melhor resultado histórico para um mês de fevereiro . Esse crescimento acompanhou o aumento do fluxo turístico, especialmente com maior chegada de visitantes provenientes de países vizinhos.

O relatório indica que a expansão do tráfego aéreo esteve concentrada dentro da própria América Latina e Caribe. Dois de cada três passageiros adicionais viajaram em rotas domésticas ou intrarregionais. O segmento entre países da região apresentou crescimento de 12,8%, mais que o dobro do avanço do mercado doméstico, que foi de 5,4%.

Esse movimento reforça a importância da conectividade regional como motor da aviação, com destaque para rotas como Brasil–Argentina, uma das mais movimentadas e com crescimento expressivo.

Outro destaque do período foi o aumento da demanda acima da capacidade disponível. Enquanto os passageiros-quilômetro transportados (RPK) cresceram 8,8%, a oferta medida em assentos-quilômetro disponíveis (ASK) avançou 5,8% . Como resultado, o fator de ocupação médio atingiu 85,3%, 2,4 pontos percentuais acima do registrado no mesmo mês de 2025.

Esse cenário indica maior eficiência operacional das companhias aéreas e uma pressão positiva sobre a rentabilidade do setor.

Brasil, México e Colômbia concentram mercado

O estudo também aponta que Brasil, México e Colômbia seguem como os maiores mercados da região, concentrando cerca de 63% do tráfego total . No entanto, o protagonismo brasileiro se destaca tanto pelo volume quanto pela consistência do crescimento.

Ao mesmo tempo, alguns mercados apresentaram retração, como Chile e Bolívia, evidenciando uma recuperação ainda desigual entre os países da região.

O desempenho de fevereiro confirma a tendência de recuperação e expansão da aviação latino-americana, impulsionada pela demanda regional e pela retomada gradual do tráfego internacional.

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