América Latina lidera renovação de frotas aéreas em busca do “Net Zero” até 2050

Estudo da ALTA revela que região já opera com aviões mais modernos que Europa e Estados Unidos; alto custo do combustível sustentável (SAF) ainda é principal desafio para o setor.

A aviação na América Latina e no Caribe não é apenas um meio de transporte, mas um motor vital da economia: representa 3,6% do PIB regional e sustenta cerca de 2,9% dos empregos. Diante do desafio global de atingir emissões líquidas zero até 2050, a Associação Latino-Americana e do Caribe de Transporte Aéreo (ALTA) apresentou o estudo “Net Zero Aviation in Latin America and the Caribbean: Pathways and Trade-offs”, que traça as rotas e os sacrifícios necessários para essa transformação sustentável.

Um dos dados mais surpreendentes do relatório é que a região está à frente de mercados maduros na renovação de suas aeronaves. Atualmente, 38% da capacidade aérea regional é operada por aviões de nova geração, superando os índices de 34% registrados na Europa e nos Estados Unidos. Esse avanço é fruto de investimentos que já somam US$ 40 bilhões, representados por 1.100 novas aeronaves mais eficientes em consumo de combustível e desempenho ambiental.

Embora o combustível sustentável de aviação (SAF) seja a ferramenta mais potente a longo prazo, ele enfrenta barreiras econômicas severas. Segundo o estudo, o SAF custa entre 3 e 12 vezes mais que o combustível convencional. Sem incentivos governamentais, a adoção em massa poderia elevar o custo por assento em US$ 43, o que resultaria em uma queda de 30% no tráfego aéreo regional. Para evitar esse impacto na conectividade e acessibilidade, o setor defende que a produção de SAF seja escalada por meio de políticas públicas e infraestrutura adequada.

Para resultados imediatos, a ALTA aposta na eficiência operacional, que pode reduzir as emissões em até 11% através da otimização de rotas e tecnologias digitais. Além disso, a região possui um trunfo estratégico: o mercado de créditos de carbono. Entre 2020 e 2024, a América Latina emitiu 23% dos créditos mundiais, apesar de ser responsável por apenas 6,7% das emissões globais, demonstrando o potencial de seus ecossistemas naturais para compensar emissões residuais.

De acordo com Peter Cerdá, CEO da ALTA, garantir a sustentabilidade da indústria é crucial para a competitividade dos países latino-americanos. O estudo conclui que o caminho para o “Net Zero” exige uma ação coordenada entre companhias aéreas, governos e reguladores para criar uma transição progressiva, inclusiva e que não prejudique o desenvolvimento econômico da região.

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