Com crescimento expressivo na malha aérea, o país vizinho reforça sua posição como hub regional, beneficiando turistas brasileiros com mais opções de voos e destinos.
A Argentina encerrou 2025 com um salto significativo na conectividade aérea internacional e já projeta um avanço ainda maior em 2026. Segundo análise da consultoria Mabrian, mais de 9,3 milhões de assentos foram programados em voos internacionais de e para o país ao longo de 2025 — um crescimento de 18,5% em relação ao ano anterior. Para o primeiro trimestre de 2026, a projeção é de um aumento adicional de 22,4%.
Esse avanço inclui tanto as rotas regionais quanto as de longa distância, com destaque para Estados Unidos e Europa. A expansão coincide com o lançamento de novas rotas, o aumento de frequências por companhias já operantes e o fortalecimento do mercado doméstico argentino, que cresceu 13,4% em capacidade ao longo de 2025.
Para o Brasil, o impacto é direto: em 2025, a capacidade de voos entre os dois países cresceu 36,8%, e a tendência é ainda mais forte no início de 2026, com aumento projetado de 34% no número de assentos disponíveis. Isso representa mais opções para os turistas brasileiros que desejam visitar a Argentina, seja por lazer, negócios ou eventos culturais.
Além do Brasil, outros países latino-americanos também apresentaram crescimento expressivo na malha aérea com a Argentina: Colômbia (+36,5%), Peru (+23,4%), Panamá (+22,2%) e República Dominicana (+71,7%). Para os primeiros meses de 2026, os números continuam em alta: +27,7% para o Peru, +35% para Panamá e Colômbia, +60% para República Dominicana, +20% para o Uruguai e +67,8% para o Paraguai.
Os Estados Unidos se consolidaram como o terceiro maior mercado internacional em capacidade aérea com a Argentina, com aumento de 6,5% em 2025 e projeção de 21,6% para o primeiro trimestre de 2026.
Na Europa, a Espanha liderou o crescimento em 2025 com +8,9%, seguida por Itália (+4,5%) e França (+3,2%). A rota entre Buenos Aires e Paris, operada pela Air France, ganhará destaque especial na primavera de 2026, com dois voos diários pela primeira vez. Os Países Baixos terão um aumento expressivo de 17,3% no início do ano, enquanto a Alemanha manterá sua oferta estável.
Além do crescimento nos voos internacionais, espera-se também um aumento de cerca de 10% na capacidade dos voos domésticos no primeiro trimestre de 2026, consolidando um cenário de expansão robusta para o sistema aéreo argentino.




