Brasil entre os destinos mais competitivos do mundo no turismo

País ficou na 32ª posição entre 140 economias avaliadas pelo Fórum Econômico Mundial e liderou a América do Sul. Recursos naturais e culturais foram os principais diferenciais, enquanto infraestrutura e sustentabilidade aparecem entre os desafios apontados pelo estudo.

O Brasil ocupou a 32ª posição entre 140 países no Travel & Tourism Competitiveness Report 2019, levantamento publicado pelo Fórum Econômico Mundial que avaliou as condições de competitividade das economias para o desenvolvimento do turismo. Apesar de ter perdido cinco posições em relação à edição anterior, o país manteve a liderança na América do Sul.

O resultado colocou o Brasil à frente de outros importantes destinos sul-americanos, como Peru, na 49ª posição; Argentina, na 50ª; Chile, na 52ª; Colômbia, na 55ª; e Equador, na 70ª. Na classificação global, Espanha, França, Alemanha, Japão e Estados Unidos ocuparam as cinco primeiras posições.

O índice do Fórum Econômico Mundial não considera apenas o número de turistas recebidos por um país. A metodologia utilizada em 2019 reunia 14 pilares, distribuídos em quatro grandes áreas: ambiente favorável, políticas e infraestrutura de turismo, infraestrutura e recursos naturais e culturais. A escala de pontuação variava de 1 a 7.

Entre os pontos fortes brasileiros, os recursos naturais tiveram destaque especial. O Brasil recebeu nota 5,8 nesse indicador e ficou em segundo lugar no mundo, atrás apenas do México. O país também alcançou a 9ª posição global em recursos culturais e viagens de negócios, com nota 5,4.

O Fórum Econômico Mundial destacou que o Brasil é a maior economia turística da América do Sul e que sua capacidade de atração internacional está fortemente associada à combinação de recursos naturais e culturais. Ao mesmo tempo, o relatório observou que o desempenho brasileiro era menos expressivo em outros componentes da competitividade turística.

Na avaliação geral, o Brasil obteve 4,5 pontos, contra uma média de 4,4 para as Américas e 4,0 para a América do Sul, de acordo com os dados do relatório.

Outro indicador relativamente favorável foi a competitividade de preços, na qual o Brasil registrou nota 5,4 e ocupou a 72ª posição mundial. Já a infraestrutura de serviços turísticos recebeu nota 4,3, enquanto a infraestrutura de transporte aéreo ficou em 4,0.

A posição brasileira também deve ser analisada à luz dos desafios identificados pelo levantamento. O relatório chamou atenção para a necessidade de investimentos em infraestrutura e proteção ambiental diante do crescimento do turismo internacional.

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