O Ministério do Turismo quer ampliar a qualificação das experiências oferecidas pelas vinícolas e integrar pequenos produtores à cadeia turística. Durante fórum em São Paulo, o ministro Gustavo Feliciano também defendeu ações conjuntas entre países sul-americanos nas áreas de promoção, investimentos e regulação.
O enoturismo está deixando de ocupar um nicho dentro da atividade turística brasileira para se transformar em uma ferramenta de desenvolvimento regional, geração de renda e diversificação dos destinos. Essa foi uma das principais mensagens apresentadas pelo Ministério do Turismo durante o 1º Fórum de Enoturismo e Gastronomia das Américas, realizado nesta quinta-feira (13), em São Paulo.
Segundo dados apresentados pelo ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, mais de 85% das vinícolas brasileiras já oferecem algum tipo de experiência turística, cenário que amplia as possibilidades de transformar regiões produtoras em destinos capazes de atrair visitantes não apenas pelo vinho, mas também pela gastronomia, cultura e identidade local. Feliciano ocupa atualmente o Ministério do Turismo.
A oferta vai cada vez mais além das tradicionais degustações. Visitas aos vinhedos e áreas de produção, experiências gastronômicas, hospedagem, eventos culturais e atividades ligadas à história e ao território passaram a integrar o produto de muitas vinícolas.
Para o Ministério do Turismo, o próximo passo é trabalhar na qualificação dessas experiências, permitindo que os empreendimentos agreguem valor à visita e aumentem o impacto econômico da atividade nos destinos.
Outro desafio destacado é incorporar os pequenos produtores à cadeia formal do turismo. Agricultores que oferecem serviços turísticos podem aderir ao Cadastur, cadastro oficial do Ministério do Turismo para pessoas físicas e jurídicas que atuam no setor.
A formalização permite aumentar a visibilidade desses empreendimentos e contribui para que produtores rurais passem a participar de maneira mais estruturada do mercado turístico, estimulando a geração de renda em áreas onde vinho, gastronomia e produção agrícola estão diretamente relacionados.
O governo também pretende estreitar a relação entre enoturismo e gastronomia. Durante sua participação no fórum, Feliciano destacou a capacidade da culinária de fortalecer a identidade dos territórios e criar novas oportunidades econômicas.
São Paulo foi apresentado como exemplo da dimensão desse mercado. De acordo com os números citados pelo ministro, somente a capital paulista possui mais de 150 mil empreendimentos ligados ao setor gastronômico, enquanto o estado também mantém forte presença no turismo corporativo.
O 1º Fórum de Enoturismo e Gastronomia das Américas reuniu representantes públicos e privados para discutir temas como políticas públicas, sustentabilidade, inovação, desenvolvimento territorial e promoção internacional.
Um dos principais pontos levantados pelo governo brasileiro foi a possibilidade de desenvolver uma estratégia que ultrapasse as fronteiras nacionais. A intenção é fortalecer a colaboração entre os países da América do Sul, aproveitando a diversidade de regiões produtoras para criar produtos complementares e ampliar a atratividade do continente para os visitantes internacionais.
“Precisamos integrar e unir forças para fortalecer as ações”, afirmou Feliciano, ao defender uma cooperação que envolva promoção, investimentos e também aspectos regulatórios.




