Tráfego aéreo na América Latina cresce 6% em março, e rota Argentina–Brasil dispara quase 30%

A América Latina e o Caribe somaram 43,1 milhões de passageiros em março de 2026, alta anual de 6%, com ocupação média de 83,9%. Para o Brasil, o destaque foi a força do tráfego intrarregional: a conectividade com a Argentina avançou 29,8% e ampliou a malha para 32 pares de aeroportos.

O tráfego aéreo de passageiros na América Latina e no Caribe manteve o ritmo de expansão em março de 2026 e reforçou uma tendência relevante para o Brasil: o crescimento regional vem sendo puxado sobretudo pelos voos dentro da própria América Latina. No mês, o mercado totalizou 43,1 milhões de passageiros entre viagens domésticas, intrarregionais e extrarregionais — um avanço de 6% em relação a março de 2025, equivalente a 2,45 milhões de passageiros adicionais.

A oferta acompanhou, mas em ritmo menor: os voos cresceram 4,4% e a capacidade em assentos 4,5%. Em termos de desempenho, a demanda medida em RPK (passageiros-quilômetro transportados) subiu 7,3%, enquanto a oferta em ASK (assentos-quilômetro disponíveis) avançou 3,6%, elevando o fator de ocupação médio para 83,9%, 2,9 pontos percentuais acima do registrado um ano antes.

O recorte mais favorável ao Brasil aparece no tráfego intrarregional, que avançou 10,7% em março e veio acompanhado por aumento de conectividade. O exemplo mais expressivo foi o mercado Argentina–Brasil, que cresceu 29,8% e ampliou sua rede para 32 pares de aeroportos, sete a mais do que há um ano — um indicativo de diversificação de rotas e de maior capilaridade para turismo, VFR (visita a amigos e parentes) e viagens corporativas.

Enquanto o tráfego intrarregional avançou com força, o extrarregional teve expansão modesta de 0,8%. E, no principal corredor internacional do continente, houve inflexão: o tráfego entre América Latina e Estados Unidos caiu 2,8% na comparação anual, após dois meses de alta, puxado principalmente pela contração do mercado México–EUA (-11,6%). A queda se refletiu em destinos turísticos mexicanos, como Cancún (-11,5%) e San José del Cabo (-9,2%).

Apesar dos sinais positivos de demanda, o setor volta a encarar pressão de custos. Na semana encerrada em 1º de maio, o preço médio do jet fuel na América Latina e no Caribe chegou a US$ 4,36 por galão, quase o dobro do registrado em média ao longo de 2025, em linha com a pressão global sobre combustíveis refinados associada ao conflito no Irã e às restrições de trânsito no Estreito de Ormuz.

Na avaliação de Peter Cerdá, CEO da ALTA, março reforça que a região “cresce desde dentro” e que sustentar o dinamismo — com destaque para mercados como Argentina–Brasil — exigirá evitar medidas que encareçam ainda mais voar, para preservar a conectividade que impulsiona o desenvolvimento regional.

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