Estudos indicam que cada R$ 1 investido em cultura pode gerar até R$ 7,59 para a sociedade. Com ocupação hoteleira acima de 91% no Rio, festa reforça peso econômico no turismo e nos serviços.
O Carnaval brasileiro não é apenas a maior festa popular do país — é também um dos seus motores econômicos mais relevantes. Dados divulgados pela Agência Brasil mostram que o retorno financeiro dos investimentos em cultura e artes, incluindo o Carnaval, supera o de alguns setores industriais tradicionais.
Estudos da Fundação Getulio Vargas (FGV) e da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial apontam que cada R$ 1 investido em cultura pode gerar R$ 7,59 em renda e empregos para a sociedade. No setor automotivo, por exemplo, o impacto multiplicador estimado é de R$ 3,76 por real aplicado.
Além do efeito direto em áreas como produção cultural, eventos e serviços criativos, o Carnaval impulsiona uma extensa cadeia econômica que envolve turismo, hotelaria, gastronomia, transporte e comércio.
Os números da hotelaria confirmam a força da festa em 2026. No Rio de Janeiro, a ocupação hoteleira já supera 91% para o período do Carnaval, com expectativa de ultrapassar os 98,62% registrados no ano passado. A Zona Sul e o Centro concentram as maiores taxas de reserva, impulsionadas pelos blocos de rua e pelos desfiles das escolas de samba.
Especialistas ouvidos pela Agência Brasil destacam que o Carnaval representa um eixo estratégico da chamada economia criativa, modelo baseado no capital cultural e na geração de valor a partir da criatividade e da identidade local.
Além do impacto financeiro direto, a festa promove inclusão produtiva, fortalece redes comunitárias e gera oportunidades em territórios historicamente vulneráveis. O desafio, segundo analistas, é garantir que os recursos movimentados pelo evento sejam distribuídos de forma equilibrada e reinvestidos nas comunidades que sustentam a cadeia produtiva.



