WTTC e SITA destacam que a adoção de tecnologias digitais e biometria pode impulsionar o turismo, gerar milhões de empregos e fortalecer a competitividade regional.
Um novo relatório divulgado pelo Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC), em colaboração com a empresa global de tecnologia SITA, revela que fronteiras mais inteligentes — baseadas em soluções digitais e biométricas — poderiam adicionar até US$ 401 bilhões ao PIB global e criar 14 milhões de empregos nos países do G20, da União Europeia e da União Africana até 2035.
Para o Brasil e outros países da América Latina, a modernização das fronteiras representa uma oportunidade estratégica para estimular o turismo internacional, melhorar a segurança e posicionar a região como destino mais competitivo e eficiente no cenário global.
O relatório “Better Borders” defende a digitalização completa dos vistos, uso de identidades digitais e adoção de sistemas biométricos como pilares fundamentais para agilizar o processo de entrada de viajantes e aumentar a confiança dos turistas. Segundo Gloria Guevara, CEO interina do WTTC, “as fronteiras modernas não apenas protegem, mas também recebem melhor. Com a tecnologia certa, podemos tornar o processo de entrada mais seguro e, ao mesmo tempo, mais fluido”.
Para o Brasil, que tem potencial turístico global e fronteiras extensas, o investimento em biometria, pré-checagem de viajantes e integração de dados entre ministérios pode acelerar a retomada do setor, atrair mais visitantes estrangeiros e melhorar a imagem internacional.
Pedro Alves, vice-presidente de fronteiras da SITA, destacou que “a confiança nos dados de identidade é essencial para que os governos possam agir com eficiência. Quando essas ferramentas são bem implementadas, os impactos positivos vão além do turismo — incluem comércio, reputação nacional e segurança pública”.
Casos como o dos Estados Unidos, Emirados Árabes Unidos e Austrália mostram os benefícios de longo prazo da transformação digital nas fronteiras.
O relatório aponta que 75% dos viajantes preferem o uso de biometria a processos manuais e 85% aceitariam compartilhar seus dados com antecedência se isso significar uma experiência de viagem mais ágil e sem fricções.
WTTC e SITA fazem um chamado para que os governos da região considerem a gestão de fronteiras como prioridade estratégica, com investimentos em infraestrutura tecnológica, cooperação interministerial e marcos regulatórios atualizados.




