Mercado doméstico movimentou 59,4 milhões de viajantes nos primeiros sete meses de 2026, enquanto os voos internacionais somaram 17,8 milhões e cresceram em ritmo duas vezes maior. Julho também registrou a maior movimentação da série histórica para o mês.
A aviação brasileira alcançou um novo recorde de passageiros entre janeiro e julho de 2026, confirmando a trajetória de expansão do transporte aéreo no país. Nos primeiros sete meses do ano, mais de 77 milhões de viajantes foram transportados em voos domésticos e internacionais, segundo dados oficiais da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
Somente no mercado doméstico foram 59.379.561 passageiros, volume 4% superior ao registrado no mesmo período de 2025 e o maior resultado para os primeiros sete meses desde o início da série histórica, em 2000.
O movimento internacional apresentou desempenho ainda mais forte. Entre janeiro e julho, 17.786.599 passageiros viajaram em voos internacionais, um crescimento de 8,2% na comparação anual. O avanço, portanto, foi aproximadamente o dobro do observado no mercado doméstico.
Os números reforçam um cenário de aumento da demanda aérea em duas frentes: o brasileiro continua viajando dentro do próprio país, enquanto a conectividade internacional ganha peso com a ampliação dos fluxos entre o Brasil e o exterior.
O desempenho acumulado foi acompanhado por um novo máximo mensal. Em julho, período de férias escolares e tradicionalmente de alta demanda, 11,9 milhões de passageiros passaram pelos aeroportos brasileiros em voos nacionais e internacionais, o melhor resultado para o mês desde 2000.
No mercado doméstico foram transportados 9.198.290 viajantes, alta de 1,9% em relação a julho de 2025. Já as operações internacionais movimentaram 2.741.894 passageiros, crescimento de 4,2% na comparação anual.
O resultado internacional prolonga uma tendência de expansão iniciada há vários anos. Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos, o número de passageiros em voos internacionais mantém trajetória de crescimento desde abril de 2021.
O avanço da aviação também ocorre em paralelo ao crescimento das viagens corporativas. Segundo dados citados pelo Ministério do Turismo, o segmento de viagens a negócios faturou R$ 8,4 bilhões entre janeiro e julho de 2026, alta de aproximadamente 8% sobre os R$ 7,8 bilhões registrados no mesmo período do ano passado.
O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, associou a maior circulação aérea aos impactos econômicos gerados nos destinos. “Mais aviões cheios significam hotéis lotados, comércio aquecido e dinheiro circulando de ponta a ponta no Brasil”, afirmou.
O desempenho do segmento corporativo interessa especialmente a grandes centros como São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre, mas também a cidades que vêm ampliando sua participação nos mercados de eventos, congressos e viagens profissionais.



