Brasil segue no Top 10 de Visit Orlando

Em entrevista no IPW, em Fort Lauderdale, a CEO da Visit Orlando, Casandra Matej, detalhou o peso da América Latina no recorde de 76,7 milhões de visitantes em 2025. Brasil, México, Colômbia e Argentina seguem entre os principais emissores.

A Visit Orlando, entidade oficial de promoção do destino na Flórida Central, reforçou no IPW 2026 que a América Latina continua sendo um pilar para o desempenho internacional de Orlando — e que o trabalho com o trade na região deve ganhar novas ações na segunda metade do ano. Em entrevista durante o evento, a presidente e CEO da organização, Casandra Matej, afirmou que o mercado latino “é muito, muito importante para a Flórida Central” e destacou que países como Brasil, México, Colômbia e Argentina figuram entre os principais emissores do destino.

Os números apresentados por Matej ajudam a dimensionar o peso regional dentro do recorde de 76,7 milhões de visitantes em 2025. Segundo ela, o Brasil respondeu por mais de 736 mil visitantes, seguido por México (458 mil), Colômbia (360 mil) e Argentina (220 mil). 

“Se você soma isso, estamos falando de milhões de pessoas vindas do mercado latino para a Flórida Central”, disse. A executiva acrescentou que esses mercados “estão crescendo” e que, em grande parte deles, Orlando já está de volta aos patamares pré-pandemia. “Esperamos uma recuperação internacional completa até o fim de 2026, em todos os mercados”, afirmou.

Além da dimensão de volume, Matej apontou que a estratégia da Visit Orlando combina presença local e comunicação contínua. “Temos membros da equipe alocados nesses mercados. Fazemos projetos e campanhas robustas de marketing e relações públicas para garantir que as pessoas saibam o que está acontecendo na Flórida e na Flórida Central”, explicou.

Visit Orlando opera na América Latina com apoio de representantes e ações por projeto, priorizando eficiência. “Temos representantes nos mercados-chave México, Colômbia e Brasil”, disse Matej, com reforço de que a atuação também alcança Argentina, Peru e Chile por meio de iniciativas específicas e apoio de rede local.

Entre as iniciativas previstas, a Visit Orlando sinalizou participação em ações de treinamento para agentes e operadores no segundo semestre.  Também foi mencionada a importância de formatos digitais: além de eventos presenciais, a Visit Orlando utiliza webinars e promove a Orlando Travel Academy, agora com recursos apoiados por IA para facilitar a capacitação do trade.

No tema conectividade, Matej reconheceu que o desempenho melhora quando há voo direto: “Trabalhamos com a Greater Orlando Aviation Authority e estamos tentando conseguir novas rotas o tempo todo” —disse— “a gente vê melhores resultados quando existe um voo direto, isso é algo que gostaríamos de ver.”

Ao mesmo tempo, ela observou que a avaliação depende de sinais de demanda. A lógica, explicou, é indicar ao aeroporto que há mais interesse, para que a autoridade aeroportuária intensifique conversas com companhias aéreas sobre viabilidade.

Com o recorde de 2025 no retrovisor e a meta de recuperação internacional plena até o fim de 2026, a mensagem da Visit Orlando no IPW foi pragmática: a América Latina permanece entre os mercados que “seguram” o desempenho internacional do destino — e os próximos passos passam por presença mais cirúrgica em mercados emergentes, treinamento do trade e, sempre que possível, melhoria da conectividade.

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