Brasil lidera crescimento do tráfego aéreo na América Latina e consolida posição como maior mercado da região

Região alcançou 477,3 milhões de passageiros em 2025, com alta de 3,8%. Brasil respondeu pela maior contribuição ao crescimento e bateu recorde histórico no mercado doméstico.

O transporte aéreo na América Latina e no Caribe encerrou 2025 com 477,3 milhões de passageiros, crescimento de 3,8% em relação a 2024, segundo dados da Asociación Latinoamericana y del Caribe de Transporte Aéreo (ALTA). O avanço representou 17,5 milhões de viajantes adicionais no período, sendo que 84% da expansão ocorreu dentro da própria região, em voos domésticos e intrarregionais.

No cenário regional, o grande protagonista foi o Brasil, que se consolidou como o maior mercado aéreo da América Latina e principal responsável pelo crescimento líquido de passageiros em 2025.

O Brasil registrou 129,6 milhões de passageiros no ano, alta de 9,4% frente a 2024 — o equivalente a 11,2 milhões de viajantes adicionais. Pela primeira vez na história, o país superou a marca de 100 milhões de passageiros no mercado doméstico, reforçando a força da aviação interna como motor do setor.

No segmento internacional, o desempenho também foi recorde: 28,4 milhões de passageiros, com crescimento de 13,4%. O avanço foi impulsionado principalmente pelo aumento do turismo receptivo, com destaque para a forte alta de visitantes vindos da Argentina. O tráfego aéreo entre os dois países cresceu 29,7% no ano, respondendo por cerca de um terço da expansão internacional brasileira.

O desempenho coloca o Brasil em posição estratégica no redesenho das rotas regionais, sobretudo em um momento em que o tráfego entre América Latina e Estados Unidos registrou leve retração de 0,3% no acumulado do ano.

Enquanto o Brasil liderou em volume absoluto, a Argentina apresentou o maior crescimento percentual da região (+13,2%), alcançando 33,3 milhões de passageiros. Já o Panamá registrou alta de 9%, aproximando-se de 21 milhões de passageiros, consolidando-se como hub estratégico da América Central.

O México manteve a segunda posição em tamanho de mercado na região, com 122,4 milhões de passageiros (+2,4%), seguido pela Colômbia, que transportou 57,5 milhões (+1,7%).

Em dezembro, o tráfego aéreo regional somou 44,3 milhões de passageiros, alta de 5,4% — o segundo melhor resultado mensal do ano, atrás apenas de abril.

A oferta de voos na região cresceu 2%, enquanto a capacidade em assentos aumentou 3,1%. Em média, foram operados 160 assentos por voo em 2025, contra 158 no ano anterior. A taxa média de ocupação atingiu 83,7%, com crescimento de 4,6% nos assentos-quilômetro disponíveis (ASK) e de 4,5% na demanda medida em passageiros-quilômetro transportados (RPK).

Segundo Peter Cerdá, CEO da ALTA, o desempenho confirma um ano estável e positivo para o setor, com forte dinamismo dentro da própria América Latina.

Com recordes domésticos, expansão internacional e papel central na integração regional, o Brasil encerra 2025 como o principal motor da aviação latino-americana — e como protagonista na próxima etapa de crescimento do setor.

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