Gastos de viajantes estrangeiros nos destinos brasileiros cresceram 10,4% nos primeiros oito meses de 2026, acompanhando o fluxo de mais de 6,4 milhões de visitantes internacionais no período
O turismo internacional ampliou sua contribuição para a economia brasileira em 2026. Entre janeiro e agosto, os visitantes estrangeiros deixaram US$ 7,4 bilhões nos destinos nacionais, um crescimento de 10,4% em relação aos US$ 6,7 bilhões registrados no mesmo período de 2025.
Somente em agosto, os gastos de turistas internacionais chegaram a US$ 932 milhões, alta de 17,3% na comparação com agosto do ano passado, quando a entrada de divisas havia alcançado US$ 794 milhões.
Segundo o presidente da Embratur, Bruno Reis, a circulação das divisas movimenta setores como comércio, hotelaria, gastronomia e transportes, além de contribuir para a atração de novos investimentos privados na área de serviços.
O crescimento das receitas acompanha a evolução do fluxo internacional. Nos primeiros oito meses de 2026, o Brasil recebeu 6.451.257 turistas estrangeiros. Em agosto, foram 576.276 chegadas internacionais, número ligeiramente superior aos 576.049 visitantes registrados no mesmo mês de 2025. Trata-se do maior resultado da série histórica para agosto.
Entre os mercados emissores, a Argentina permanece na liderança, com 2.244.297 visitantes no acumulado do ano. Na sequência aparecem Chile, com 547.601 turistas, e Estados Unidos, com 514.128.
Os números argentinos mantêm a relevância do país vizinho para o turismo brasileiro, em um momento de expansão do fluxo internacional e de diversificação dos mercados emissores.
Um dos destaques do período está no mercado asiático, especialmente na China. Entre janeiro e agosto, o Brasil recebeu 113.228 turistas chineses, número 73,3% superior às 65.319 chegadas contabilizadas no mesmo intervalo de 2025.
O resultado também já supera o total de visitantes chineses registrados durante todo o ano passado, quando 103.122 turistas do país asiático viajaram ao Brasil.
O crescimento ocorre paralelamente às ações relacionadas ao Ano Cultural Brasil-China 2026, que incluem iniciativas de relacionamento e promoção junto a operadores e profissionais do mercado chinês. No início de setembro, representantes brasileiros participaram de agendas com o trade turístico em Pequim.
A distribuição das chegadas internacionais mostra uma forte concentração nos principais portões de entrada do país. São Paulo aparece na liderança, seguido pelo Rio de Janeiro, com 1.666.079 visitantes, Rio Grande do Sul, com 954.384, Paraná, com 664.619, e Santa Catarina, com 555.599.
Os dados mostram, portanto, que o avanço do turismo internacional não se limita aos destinos tradicionalmente associados ao Brasil. Estados do Sul também concentram volumes expressivos de visitantes estrangeiros, reforçando a importância da conectividade e da distribuição regional do fluxo turístico.



