Operadoras batem recorde e faturam R$ 23,9 bilhões

Levantamento da Braztoa, em parceria com o Ministério do Turismo, mostra alta de 5% sobre 2024 e 9,71 milhões de embarques vendidos por operadoras.

As operadoras de turismo brasileiras encerraram 2025 com faturamento recorde de R$ 23,9 bilhões, o maior valor da série histórica, segundo dados do Anuário Braztoa 2026, divulgado pela Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (Braztoa) em parceria com o Ministério do Turismo. 

O montante representa crescimento de 5% em relação a 2024 e confirma o peso das operadoras como canal de distribuição em um mercado que combina retomada do turismo doméstico, busca por entretenimento e reativação do internacional.

Além da receita, o relatório aponta 9,71 milhões de embarques comercializados via operadoras no ano passado, mantendo o setor em “níveis historicamente elevados”, segundo a própria associação. No recorte do turismo interno, o Brasil seguiu como principal destino dos viajantes: 78% do faturamento ficou no mercado doméstico, com R$ 18,66 bilhões, e 73% dos embarques, o equivalente a mais de 7,1 milhões.

O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, destacou o resultado como sinal de tração econômica do setor. “O turismo gera emprego, renda e riqueza para o país. Os dados positivos da Braztoa revelam que o setor segue forte e se consolida como um importante motor da economia nacional”, afirmou.

Entre os destinos nacionais, o Nordeste manteve a liderança nas vendas das operadoras associadas, concentrando 39% do faturamento e 35% dos embarques. Na sequência, aparecem Sudeste (29%), Sul (20%), Centro-Oeste (9%) e Norte (7%), reforçando uma distribuição em que sol e praia seguem centrais, mas com espaço para grandes centros, natureza e turismo de bem-estar.

No ranking de cidades mais comercializadas, Maceió liderou, seguida por Rio de Janeiro e São Paulo. Também aparecem Salvador, Natal, Porto de Galinhas, Porto Seguro, Recife, Fortaleza e Gramado, um mix que combina litoral nordestino, polos urbanos e destinos consolidados de lazer.

No ranking por estados, Bahia ficou em primeiro lugar, seguida por Pernambuco e Alagoas. São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraná e Minas Gerais completam o Top 10.

O recorte de atrações mais vendidas reforça a força do entretenimento, especialmente de parques temáticos e aquáticos. O ranking é liderado por Beto Carrero World (SC) e Beach Park (CE), com presença também de ícones como Cataratas do Iguaçu (PR) e Cristo Redentor (RJ), além de eventos musicais e esportivos — um sinal de que a “viagem por experiência” continua moldando a demanda.

A presidente executiva da Braztoa, Marina Figueiredo, afirmou que os rankings evidenciam tanto a força dos clássicos quanto a diversidade de produtos. “Estão presentes os grandes ícones clássicos do Brasil e do mundo, e as operadoras têm um papel essencial ao renovar constantemente essas experiências, realizando a curadoria e oferecendo mais praticidade, segurança e confiança ao viajante”, disse.

Nas viagens ao exterior, a Europa concentrou 33% dos embarques e 34% do faturamento, mantendo-se como principal região entre os destinos internacionais comercializados. América do Norte e América do Sul aparecem empatadas na sequência, com 19% dos embarques cada, refletindo a força combinada de lazer, compras e conectividade aérea.

Entre as cidades internacionais mais comercializadas, o ranking foi liderado por Lisboa, Paris e Roma, com Orlando na sequência. Também aparecem Buenos Aires, Santiago, Punta Cana, Tóquio, Madri e Dubai, mostrando um cardápio que vai do clássico europeu ao Caribe e aos hubs de longa distância.

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