Com aumento global de passageiros e alta taxa de ocupação, setor aéreo segue aquecido; América Latina registra crescimento sólido.
A Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) divulgou os dados do mercado de aviação global referentes a janeiro de 2025, destacando um crescimento de 10% na demanda por voos em comparação ao mesmo período de 2024. O setor atingiu um fator de ocupação recorde para o mês, de 82,1%, refletindo o forte desempenho das companhias aéreas ao redor do mundo.
Os voos internacionais apresentaram um aumento ainda mais expressivo, com um crescimento de 12,4% na demanda, enquanto a capacidade aumentou 8,7%. Com isso, a taxa de ocupação internacional alcançou 82,6%, também um recorde para janeiro.
“O forte crescimento da demanda está alinhado com nossa última pesquisa de passageiros, que indica que 94% dos viajantes pretendem viajar tanto quanto ou mais nos próximos 12 meses. Apesar dos desafios na cadeia de suprimentos da indústria, as companhias aéreas estão conseguindo atender a essa alta demanda com níveis de satisfação acima de 95%”, destacou Willie Walsh, diretor-geral da IATA.
Na América Latina, o tráfego aéreo registrou um crescimento de 12,9%, impulsionado pelo turismo e pela recuperação do mercado de negócios. No entanto, a capacidade na região cresceu mais do que a demanda (15,5%), resultando em uma leve queda na taxa de ocupação para 84,3% (-1,9 p.p. em relação a janeiro de 2024).
Entre os mercados domésticos, o Brasil apresentou um crescimento de 6,6% na demanda, enquanto a capacidade aumentou 6,9%, com uma taxa de ocupação de 83%. A aviação doméstica chinesa e indiana lideraram os aumentos globais, impulsionadas pelo Ano Novo Lunar e pelo forte mercado interno.
Apesar do crescimento robusto, a IATA alerta para desafios como a capacidade limitada das frotas e infraestrutura aeroportuária, além de possíveis impactos de políticas regulatórias. No entanto, a tendência segue positiva, especialmente na América Latina, onde o turismo internacional e as conexões entre os países da região continuam em expansão.